Trechos de um mundo em extinção

Reproduzo um excerto da entrevista de Jessica Tornos-Ybes a Miguel Valdivieso, um fotógrafo amador. Entrevista publicada na revista Super Digital Photo.

Tire as suas próprias conclusões.

- Sabemos que, hoje em dia, a Internet é uma arma muito poderosa, algo que, no seu caso, sabe manejar perfeitamente para dar a conhecer as suas fotografias em portais e redes sociais, mas que papel pensa que esta ferramenta desempenha no fotógrafo de hoje? Pode substituir o profissionalismo?

- Nos últimos anos, a tecnologia mudou e continuará a mudar o processo criativo e a apresentação da arte fotográfica. O desenvolvimento da tecnologia digital facilita a expressão artística de qualquer pessoa que sinta a necessidade de contar algo. A Internet e o boom das redes sociais (Flickr, Facebook, WordPress, Fotologs, etc.) oferecem a todos um caminho cheio de possibilidades e facilidades para encontrar e seguir outros artistas que partilham as mesmas ideias, para aprender a expressar-se e a dar a conhecer o seu trabalho, para partilhar opiniões e para continuar a melhorar. Penso que o fotógrafo de hoje, tanto na sua vertente artística como empresarial, não pode perder esta grande oportunidade.

Relativamente ao conceito de profissionalismo, penso que depende da forma como o entendemos. Se o considerarmos como uma atitude, uma forma de entender e abordar o processo criativo e a produção de imagens, creio que não só não o desloca, como o potencia e facilita. Se for limitada a uma simples atividade económica, é evidente que esta evolução acabará por afectá-la, mas esta mudança só pode ser positiva na medida em que abre novos caminhos de atividade.


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