Foi Sergio Montoro que me pôs a pensar sobre o que os bancos centrais estavam a fazer quando publicou um artigo intitulado O ano em que o papel-moeda foi proibidoem que criticava a proibição de pagamentos com notas superiores a 5 000 euros.

Confesso que gosto de discutir com o Sérgio e que ele trabalha a uns tentadores metros de mim. O facto é que o Sérgio atribuiu a culpa da proibição à enorme economia subterrânea, enquanto eu, sem negar o seu argumento, acrescentei como causa a gigantesca massa de dinheiro em circulação.

Em 2009, o Blogue dos Gurus conseguiu chocar-me com um artigo intitulado Quando a massa monetária é uma drogaa. Mais do que o artigo em si, o que realmente me chamou a atenção foi um gráfico do evolução da massa monetária nos Estados UnidosAqui está o mesmo gráfico atualizado para fevereiro de 2014.

Atualmente, há três vezes mais dólares em circulação do que há três anos, e não creio que o euro vá ser diferente. Na Alemanha do período entre guerras, entre 1921 e 1923, havia hiperinflaçãoNos primeiros tempos, foram cunhadas notas de cem mil milhões de marcos. A quantidade de dinheiro posta em circulação era tão grande que não tinha qualquer valor. Como anedota, diz-se que, quando se pedia uma cerveja no bar, tinha de se pagar na hora, porque, depois de a beber, a cerveja já tinha um preço mais elevado.

Estamos a caminho de transformar notas de banco em selos postais.


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