O que acontece quando o intra-empresário é o diretor executivo?

Quando uma empresa é criada, o diretor-geral é necessariamente um empresário.

enfoque intra-empresarialMas não estou a referir-me a esta situação, mas sim a empresas em fase de consolidação ou de crescimento, ou simplesmente a empresas em declínio. Quando uma pessoa é colocada à frente de uma empresa com o objetivo de a mudar de cima para baixo, são emitidas duas mensagens contraditórias, a primeira de que a empresa vai mal e a segunda de que pode ser salva. E são estas duas mensagens que devem estar sempre presentes para evitar tanto o pânico como a complacência, ou seja, estas duas ideias devem centrar o intra-empresário.

Aqueles de nós que são apaixonados por melhorar o que os rodeia têm dificuldade em manter-se concentrados, e esta tendência para se dispersarem é ainda maior quando as coisas não estão a correr bem à nossa volta, como no caso de uma empresa que precisa de colocar um diretor-geral para a transformar. Mas um diretor-geral não pode inventar algo diferente todos os dias. Um intra-empresário é alguém que encontra novas soluções para problemas antigos, ou seja, um criativo.

No processo criativo do intra-empreendedor, o ponto mais crítico é entender o problema que ele está enfrentando.

Para isso, são necessários três ingredientes: a colaboração dos outros trabalhadores, tempo para que eles lhe expliquem e tempo para descansar. Por outras palavras, deve ser abordado como um processo em si mesmo; é aconselhável evitar a pressa dos primeiros dias e deixá-los em paz para encontrar um foco, uma ideia forte que guiará o processo de mudança na empresa.

Quando se chega a uma solução, é preciso mantê-la. É possível conceber, iterar e aprender em ciclos, como na metodologia lean, mas não se pode desviar do objetivo, porque isso desorientará toda a gente.


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