Da fé cega à medição rigorosa: a importância do marketing de influência


Viemos de uma altura em que os resultados de marketing eram um ato de fé e passámos para "o que não se pode medir, não existe". Não há muito tempo e não tão careca: o marketing de influência também existe e tem o seu lugar.

Um bom exemplo é o Hispanidad.com, um meio digital muito influente nas esferas económicas superiores. Conheço bem este meio, porque o seu editor é o meu tio Eulogio, e vi como a sua influência transcende as simples métricas de tráfego e cliques. Avaliá-lo apenas por estes parâmetros seria ignorar o seu verdadeiro impacto como gerador de opinião.

Um estudo recente efectuado por Cambridge University Pressintitulado "The Influence of Unknown Media on Public Opinion: Evidence from Local and Foreign News Sources" (A influência dos meios de comunicação social desconhecidos na opinião pública: provas de fontes de notícias locais e estrangeiras), mostra que, embora as pessoas tenham menos probabilidades de selecionar notícias de meios de comunicação social menos conhecidos (apenas 14% escolhem estas fontes contra 38% que escolhem fontes bem conhecidas), a influência destas, uma vez expostas, é comparável à dos meios de comunicação social mais importantes. O estudo, que envolveu mais de 11 000 pessoas, concluiu que a exposição a artigos de meios de comunicação social menos conhecidos pode alterar a opinião pública em 0,10 desvios-padrão entre os que preferem estes meios de comunicação social e em 0,10 desvios-padrão entre os que normalmente os evitariam se fossem expostos a eles.

Estes resultados mostram que o impacto de meios de comunicação como o Hispanidad.com não deve ser medido apenas pelo seu tráfego ou cliques, mas pela sua capacidade de influenciar as opiniões dos seus leitores".


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